Entre fé, música cristã e identidade nordestina, cantor e sanfoneiro baiano Ian Gleizer vive uma nova fase da carreira, marcada pelo reconhecimento de “Amarelo Sertão” e “Canta Meu Sertão”, e projeta novos desafios e conquistas na música.
Foto: Eliab Alves
Ian, como você define a nova fase da sua carreira? É um momento de amadurecimento, identidade e propósito. Tenho entendido melhor quem sou como artista e o que quero comunicar através da música. A fé, a música nordestina e minhas raízes sempre fizeram parte da minha vida, e agora consigo unir tudo isso em um projeto com a minha identidade.
Como surgiu a ideia de transformar hinos da Harpa Cristã em xote?
Da vontade de unir a música cristã com a cultura nordestina. Os hinos da Harpa Cristã fazem parte da memória de milhões de pessoas. Trouxemos sanfona, xote e elementos da nossa cultura para essas canções, preservando a essência das mensagens.
“Amarelo Sertão” já ultrapassou 500 mil streams. O que representa esse resultado?
É muito especial. Mais do que um número, significa pessoas ouvindo, cantando e se conectando com uma mensagem verdadeira. Ver os hinos chegando a públicos diferentes é uma grande alegria e também uma responsabilidade.
O “Amarelo Sertão II” consolidou sua identidade musical?
Com certeza. A sanfona, o xote, os elementos do sertão e as mensagens dos hinos passaram a formar uma linguagem que o público reconhece. O segundo projeto mostrou que não era apenas uma experiência pontual, mas um universo musical que ainda pode ser explorado.
Por que gravar “Canta Meu Sertão” na roça dos seus avós?
Porque aquele lugar faz parte de quem eu sou. Gravar ali foi uma forma de homenagear minha família e tudo o que contribuiu para a formação da minha fé e da minha relação com a música.
A participação dos seus avós também ganhou destaque. O que aquela cena representa?
Minha avó com a Harpa representa a fé, a história e os ensinamentos que recebemos. Meu avô com a sanfona representa a música, o sertão e nossas raízes. Ver os dois juntos naquele cenário foi muito emocionante.
“Canta Meu Sertão” também teve grande repercussão nas redes. Você esperava esse resultado?
Não dessa forma. A gente acredita no trabalho, mas não consegue prever a reação do público. Quando percebemos que as pessoas estavam compartilhando e levando aquelas músicas para suas próprias histórias, entendemos que o projeto havia ultrapassado a questão musical e gerado identificação.
“Pelo Sangue” ultrapassou 4 milhões de visualizações. A que você atribui esse sucesso?
Acredito que à mensagem. É uma música que fala diretamente sobre fé e sobre algo central na caminhada cristã. Quando uma canção toca aquilo que as pessoas carregam no coração, ela encontra espaço. Nossa missão é usar a música para levar uma mensagem de esperança e fé.
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